quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dia 01/10

Olá queridos alunos, boa noite!
Peço desculpas a todos pela demora a postar, mas a correria ta grande! Fiz uma síntese que segue abaixo sobre o texto intitulado “O que é Metodologia Científica?” que começou a ser discutido dia 01/10 e que sua discussão será terminada amanhã.

A discussão do texto em si está voltada inicialmente para explicar os diferentes tipos de conhecimento que permeam na ciência, desde o conhecimento do senso comum (conhecimento do mundo), até o conhecimento científico que é o tipo de conhecimento que permite comprovar os fenômenos que ocorrem na sociedade através da observação e experimentação. Além disto, o autor faz um percurso que mostra como o pensamento de cada século se atentava para estas questões de conhecimento científico.
Inicialmente, para o entendimento do que é ciência, se faz presente entender seu significado. Então a palavra ciência surge do latim e significa “aquele que tem um determinado tipo de conhecimento, que sabe algo”, o que implica dizer que quando alguém detem alguma informação, esse mesmo alguém esta ciente do que sabe (ou algum aspecto da realidade). Então, já que a palavra ciência está ligada a aquilo que alguém deteve (sabe), seria correto dizer que o conhecimento que a cozinheira tem sobre como se faz um bolo é igual à aquele que o engenheiro possue sobre como se constrói uma casa? Na verdade esta se falando de diferentes tipos de conhecimento e se faz necessário citar os existentes: senso comum, artístico, teológico ou científico. Voltando ao exemplo da cozinheira, o conhecimento que ela possue acerca do bolo é de senso comum, onde o conhecimento imediato, pois a cozinheira assa o bolo mas não conhece as propriedades químicas que há por trás do assar do bolo (o porquê que ele cresce, a que temperatura, entre outros). Já o conhecimento que o engenheiro possue seria do tipo científico, onde ele freqüentou a Universidade e saberá as causas relacionadas a queda de um prédio, por exemplo.
Depois desta breve explanação sobre os diversos tipos de conhecimento que permeam a sociedade, se faz necessário explicar como surgiu o conhecimento científico, que surgiu no século XVII, onde nesta mesma época houve a separação entre filosofia e ciência, mas mesmo se havendo tal separação, ambos continuavam mantendo um vínculo em comum: questionar a realidade de forma a estar sempre discutindo as possibilidades da felicidade humana. Mas ainda assim existem algumas características que delimitam a ciência, dentre elas: a ciência não é imediata, ela busca as explicações das causas, fenômenos que possam explicar a realidade, apresentando fatores que determinar a existência, mas que ao mesmo tempo este conhecimento possa ser validado, servir como pesquisa para outros pesquisadores (ou discussão) e por fim relatar seus resultados (como chegou a tal conclusão) explicando o caminho percorrido, ou seja, o método científico. Sendo assim, o método científico não seria apenas o caminho que fora percorrido pelo pesquisador para se chegar a tal questionamento, mas sim explicitar as razões pelas quais escolheu este caminho e não outros. Além disto, no início da modernidade, muita credibilidade fora dada as questões ligadas a experimentação e observação dos fatos. Há alguns pressupostos diferentes que permeam desde a idade moderna, de que o homem e este vir a conhecer a realidade por si só, as maneiras pelas quais a natureza é concebida e por fim o processo de produção do conhecimento que esta arraigado com a concepção de homem e/de natureza ou sociedade. Para tais questionamentos, se faz presente falar em tendências metodológicas e dentre elas, cita-las (mesmo surgindo após a epistemologia), dentre elas, surgidas nos século XVII, XVIII, XIX e por fim, século XX. que foi o Racionalismo, o Empirismo e o Interacionismo.
A ciência propriamente dita inicia-se no XVII, onde o ocidente ferve. Momentos de crise se instauram em todas as instâncias que vai desde a religiosa, na da consciência e por fim na teórica. Mas dessa crise gerou também o contrário, o Renascimento, donde se deu muita valorização as capacidades humanas (as artes). A constituição da ciência moderna, que se dá também nas aventuras marítimas, aguça mais ainda a curiosidade de se querer conhecer os fatos. A partir das aventuras marítimas executadas pelos navegantes, foram se construindo caravelas, telescópio, além de verificar a posição dos astros em função de que se possa navegar no mar com segurança. Enfim, deve se usar a razão. Então, iniciando o caminho percorrido pela ciência, como um dos primeiros defensores do Racionalismo, encontra-se Descartes (idéias inatas) em que busca fundamentar de forma dedutiva a existência do cogito (Razão Humana). Ele ainda defende que ter conhecimentos é ter idéias e que as mesmas são diferentes das coisas tomadas em si mesmas e outras questão surge também: devo duvidar de tudo, posto que a imaginação, a linguagem e meus órgãos do sentido me enganam. Um bom exemplo disto é a bola, esta não é a coisa em si (matéria), mas a representa. Através deste raciocínio, Descartes usa a dúvida como método e chega a seguinte conclusão: não posso duvidar daquilo que estou pensando. É ai que surge o slogan “Penso, logo existo”, ou seja, a existência de algo decorre daquilo que estou pensando e assim o conhecimento nesta perspectiva é elaborado pela razão (correção de idéias, descobertas e relação entre idéias e extensão), onde este filósofo dividiu a mente em substância pensante e o corpo em substância extensa, o que veio a gerar grande revolução no modo de pensar do homem ocidental. Depois do Racionalismo de Descartes, onde o conhecimento provinha da razão, vem-se o Empirismo, que inicialmente fora elaborado por Bacon, donde tinha como pressuposto que o conhecimento é ter idéias, mas não através da Razão, mas sim através das experiências sensoriais, ou seja, através da experimentação dos sentidos. Diferentemente de Descartes (onde este se utiliza da dedução), é através da indução, ou seja, a observação de muitos eventos se repetindo da mesma maneira que o indivíduo irá construir as leis que descrevem o comportamento de tal natureza. Locke continua com este raciocínio ao afirma que existem idéias de sensação (ao se perceber as qualidades de um determinando objeto) e de reflexão (o que se refere as atividades mentais) e que para o mesmo a realidade independe do sujeito, onde este deveria descreve-la. Mais adiante, ainda nesta linha, encontramos Isaac Newton que revolucionou as atividades científicas dentre os séculos XVII e XVIII. Revolucionou a Matemática (criando o cálculo diferencial) a Astronomia (formulou a lei da gravitação universal), na Ótica (a teoria corpuscular da luz), na Mecânica (o movimento dos corpos), entre outras inovações. Em sua teoria, Newton procurou atrelar elementos do Racionalismo e do Empirismo, e que para ele tanto experimentos sem interpretação sistemática (empirismo) como dedução sem evidência (racionalismo) não levam a uma teoria confiável e ainda, tudo que não é deduzido constitui mera hipótese, onde esta não tinha lugar, primeiramente as proposições particulares são inferidas e depois tornadas por indução. Com esse raciocínio, Newton explicou muitas leis, mas ainda não havia chegado as causas dos fenômenos, servindo muitos dos conceitos trabalhados por ele para as diferentes áreas, sendo a base para outras ciências até a segunda metade do século XIX.
Após século XVII, vem-se o Iluminismo no século XVIII, que é conhecido como o século das luzes e consigo impregnado a revolução francesa (com seus ideiais de liberdade, igualdade e fraternidade), além também de claridade, do divino. Razão equivaleria a luz, o futuro da humanidade está em jogo e a razão iluminista se apresenta como luta entre as trevas. O obscuro equivale a ignorância do homem não fazer da razão critério de existência. O pensamento desta época seria que o homem através da razão devesse buscar e si mesmo os critérios de sua existência e entre os pensadores desta época destaca-se Kant, Hume e Hegel. Hume parte do pressuposto que o fundamento do próprio conhecimento está em nós (conhecimento inato) e não da mediação divina (como afirmava o próprio Descartes) e que os homens devem descobrir em si mesmos as condições que possibilitam a produção de conhecimento, defendendo o critério da experiência sensível como garantia de conhecimento produzido pela ciência. Sua teoria parte de dois pressupostos: primeiro que antes da experiência sensível é impossível afirmar se há relação entre dois corpos e segundo que a natureza é pensável e sendo pensável a realidade consequentemente pode ser transformada, descartando a idéia de verdades absolutas. Kant, diferentemente de Hume parte do ponto de que nossa razão filtra a realidade, no sentido de que só temos acesso ao que ela permite, onde a experiência sensível contribue para isso, no que diz respeito a construção do conhecimento cientifíco. Assim como Descartes, ele afirma que a ciência produz um conhecimento universal (ultrapassa a experiência sensível) e que a razão é quem garante as verdades universais. E por fim outro teórico que se destaca no Iluminismo e que suas idéias vem servir de base para outros teóricos (mais adiante) é Hegel, onde este observou o movimento em que a sociedade se dava (na luta de guerras, contradição entre opostos) e acredita que tal movimento contraditório também se aplica aos fenômenos da natureza. Ele afirma que o real é racional e vice-versa, onde a natureza em si e sua realidade existe vem a ser a partir do que já esta sendo. Um bom exemplo que deve ser citado é o exemplo do artista e da madeira, ambos tem suas particularidades, em que o artista vive disso, de esculpir madeira e a madeira é matéria, que pode ser transformada, então os dois existem porque são a síntese de forma ou matéria. Na luta entre ambos, onde o artista quer transpor através da matéria sua idéia, se dá a síntese que seria o resultado final da obra, depois das diversas lutas entre eles existentes e a isto, ele chamou de dialética, que é o dialógo entre dois pólos opostos, onde eles buscam superação ou conciliação. Este movimento se dá por três momentos, é que primeiro há identidade (tanto o artista como a madeira possuem cada um a sua), o da contradição (a luta entres esses dois opostos em que o artista busca colocar suas idéias na madeira que é a matéria e por sua vez quem sai ganhando é o artista) e por fim negação da negação (a estátua aparece como a síntese dessa luta, pois o artista colocou sua idéia na madeira e a mesma transformou-se em estátua através da idealização do artista sobre a mesma). Partindo deste exemplo, subtende-se que o movimento da história humana é mutável e deve, portanto ser analisado o ponto de vista entre conflitos e idéias que tiveram que ser mudadas ou transformadas tendo em vista as contradições postas por ela mesma. Entra-se agora numa análise de produção do conhecimento que toma as relações sociais como ponto de partida do conhecimento científico.
O século XIX se apresenta com inúmeras revoluções e transformações que trouxeram inúmeras conseqüências no que concerne ao cenário sócio, político e cultural daquela época. Dentre as revoluções que ocorreram, pode-se citar a Revolução Industrial e Revolução Francesa, ambas ocorridas na segunda metade do século. As conseqüências foram: a industrialização que trouxe consigo maior produção e redução da mão-de-obra dos trabalhadores nas empresas (custo cada vez menor, o que é bem mais lucrativo para os empresários), maior consumo por parte da população em decorrência da industrialização (o direito de escolha por produtos industrializados); a presença cada vez mais disfarçada da disciplina (conforme os ideiais de “Ordem e Progresso”). Tais questões colocam em questão os fundamentos do capitalismo. É ai que surge duas tendências, na tentativa de se compreender tais crises instaladas: o Positivismo e o Materialismo Histórico Dialético, onde respectivamente tem como seguidores Augusto Comte e Karl Marx. O Positivismo foi fundado pelo autor acima citado (Comte), este que por sua vez deve ser considerado o fundador da Sociologia, e suas idéias tinham como fundamentos que o movimento da sociedade é natural e imutável, ou seja, o fenômeno das diferentes classes sociais é natural (você nasce e não muda de posição social), e que o capitalismo é o ponto-chave para entendimento de tais questões. Assim, o método de produção do conhecimento segue o das ciências da natureza, onde há separação entre sujeito (conhecedor, pesquisado) e objeto (o que se pretende pesquisar) de forma que há uma relação de neutralidade para que o pesquisador possa descrever o objeto como ele realmente é e não venha a interferir no resultado. Isto só será possível através da experimentação e observação. Avesso ao Positivismo proposto por Comte, Marx, que acaba seguindo o caminho iniciado por Hegel, propõe a tendência que tem como pressuposto explicar o real como movimento contraditório e processual (pensar dialeticamente seria explicar o real conforme contradições engendradas).
Partindo para o próximo século, que é o século XX, ainda percebe-se resquícios das tensões e conflitos provocados pelo desenvolvimento do capitalismo em voga desde o início do século XIX (com o Positivismo). Durante as primeiras décadas do século citado ocorreram alguns acontecimentos que se destacaram, dentre eles a primeira guerra mundial (1914) as experiências totalitárias (fascismo, nazismo), a revolução socialista da Rússia (1917), a queda da bolsa de valores (1929), que vem a mostrar as contradições inerentes encontradas no desenvolvimento capitalista. Ao mesmo tempo, surge uma onda de ceticismo e irracionalismo, ou seja, descrédito que possa haver relações harmônicas entre os diferentes povos, causadas pelas diferenças religiosas, culturais, étnicas, grupais, sócio-políticas, entre outras. Neste contexto, o conhecimento científico esta atrelado ao ideal de objetividade. Trata-se de salvar a civilização ao caos, pela razão. Neste século, ressurge as idéias que foram propostas pelos ideais iluministas e outras tendências que explicam se é possível haver neutralidade na ciência, pois caso isto ocorra, o conhecimento científico torna-se uma questão ética e política. As três tendências existentes são: o Neopositivismo, a Fenomenologia e o Estruturalismo.
O Neopositivismo é também chamado de empirismo lógico e tem como objetivo lutar contra o pensamento metafísico, além também da transformação racional da sociedade, em que as relações sociais, econômicas e políticas pudessem ser modificadas através da transformação racional da sociedade. O conhecimento que consequentemente seria produzido pela ciência serviria como tripé para transformar a realidade. Assim sendo, dois aspectos são de suma importância serem citados para que se possa compreender tal teoria: trata-se de uma concepção empirista e positivista e após essa primeira etapa, a aplicação do método de análise lógica do material empírico. Sendo assim, para os neopositivistas, o conhecimento produzido pela razão que independe da experiência, não é considerado legítimo. Já a Fenomenologia tem como pressuposto que o conhecimento é resultado da interação entre sujeito, o que ele observa e que sentido ele dá a coisa percebida. Na realidade, não se pode falar de uma observação que independe dos significados que o sujeito atribui a coisa percebida. E o Estruturalismo que serve de referência a variadas áreas das ciências humanas, como lingüística, psicologia, psicanálise, antropologia, entre outras, tendo como pretensão mostrar o funcionamento das partes de um conjunto (sistema), onde cada parte mantém relação uma com a outra de forma que as mesmas partes concorrem para manutenção do todo em si.
No século XX ainda surge outras tendências que seguem os mesmos idéias dos séculos anteriores a este (século XIX por exemplo e mais especificamente com o Positivismo), como a separação entre sujeito e objeto e a valorização da permanência ou regularidade dos fenômenos, de forma que vem a influenciar as próximas tendências. Uma das críticas apresentadas no que diz respeito ao projeto novo de ciência moderna foi feita por Nietzsche no final do século XIX, onde sua crítica está centrada em dois aspectos: a concepção de conhecimento e a concepção de realidade. Nietzsche não admite que possa existir um sujeito purificado de todas as contigências da vida, como propunha Descartes, principalmente no que se refere a linguagem, pois é através dela que os homens se comunicam. Quando o sujeito perde o sentido, a pesquisa perde seu objetivo, que não seria mais o de produzir verdades absolutas, mas sim o de se situar num jogo de poder, onde o homem domina o homem e a natureza à partir de critérios descobertos e inventados. Sua crítica recai também na concepção metafísica de produzir verdades, pois para ele, a linguagem ocupa papel crucial no que diz respeito a construção de conceitos e esses são construídos quando o homem abandona as diferenças individuais de um determinado objeto de estudo, se prendendo unicamente as características particulares e universais que determinado objeto possue. Um exemplo disto: a Rosa. Todos sabem o que é uma Rosa, mas não é necessário pega-la, ou cheira-la para que se possa acreditar o que é realmente uma. É no abandono pelas características individuais que se tem acesso a particularidade, a essência, ao que os objetos possuem em comum que o pesquisador tem acesso as coisas como elas realmente são.
Outra tendência que surge no decorrer do século XX é a Escola de Frankfurt, que acaba revivendo as idéias de Hegel, Marx, Freud, Kant e Nietzsche, onde a partir da leitura do que estes pensadores falavam, de forma que se fosse feita uma avaliação crítica da sociedade daquela época. Esta mesma Escola vêem a sociedade como um processo dinâmico, histórico, mutável e dialético (totalmente avesso ao Positivismo), buscando um debate que tende a levar a transformação da sociedade, não a permanência. Pensando dessa forma, a sociedade é vista como mutável, pelo fato de mudar e como também um confronto de oposições, de forma que vem a buscar a superação através da transformação racional e também a luta contra a morte do sujeito crítico.
Mais adiante, outros pensadores e pesquisadores vêm a dar um novo significado as todas estas tendências existentes, não que todas estejam erradas, mas que esta seja mais uma que possa ser seguida ou redescutida, no que se diz respeito a pesquisa e os procedimentos metodológicos. Já que se está falando em inovação, algumas tendências que surge no século XX é criada por Karl Popper, T. Kuhn, Fayerabend, Pragmatismo e Construcionismo. A discussão de Popper é começada com o Neopositivismo, onde a realidade concebida ao pesquisador deveria ser descrita por ele e independe dele para existir. Para o autor acima citado, não existe observação atéorica, o pesquisador já vem com um olhar impregnado de pressupostos teóricos. As hipóteses são elaboradas a medida que o pesquisador as constrói, tais hipóteses, sendo seguidas a fundo como corretas, o pesquisador luta para não comprova-las, mas sim refuta-las, no sentido de que fazendo isto, a ciência dará maior credibilidade a pesquisa. A pesquisa tem que estar a par da ciências no sentido de falsear as hipóteses construídas pelo pesquisador, e enquanto isto não acontece, o conhecimento determinado como pressuposto permanece válido até que se possa refuta-lo. O sujeito na pesquisa, para Popper é ativo, pois dirige a pesquisa e elabora as hipóteses, planejando-as no sentido de refuta-la. Contrariamente a Popper, T. Kuhn afirma que os cientistas seguem modelos teóricos na pesquisa, que são chamados de Paradigmas e que vem possibilitar a construção de procedimentos como observação e mensuração. O conhecimento seria acumulado, pois a medida que o pesquisador toma como base um determinado modelo (paradigma), o mesmo torna-se acumulado de forma que só é mudado quando aparece anomalias (resultados diferentes do esperados e propostos pelos pesquisadores). Um conjunto cada vez maior de anomalias poderia causar uma revolução científica, onde o paradigma vigente é trocado pelo novo, de forma que este novo será modelo até que se haja novas anomalias e consequentemente novos paradigmas. Nesse quadro de idas e vindas, o sujeito aparece como ativo na produção de conhecimento, partindo seja dos paradigmas vigentes ou das anomalias. (onde surgirão novos paradigmas). Fayeraband, outro teórico do século citado, para ele não existe norma científica que não tenha sido violada para se obter novos conhecimentos. Na ciência, o “tudo vale” é possível, onde por meio da retórica e da persuasão ganha aquele que convencer melhor a comunidade científica.
Após o trabalho feito por estes pesquisadores, surge outras tendências: o pragmatismo e o construcionismo, que respectivamente tem como seguidores William James, John Dewey, Marx e Hegel. O pragmatismo tem como pressuposto que as verdades científicas surgem independentemente do sujeito, onde a realidade histórica e cultural é descrita pelo pesquisador de forma que tais descrições podem servir para prever ou controlar a realidade e através delas não que se pretenda alcançar a essência dos fenômenos, mas sim retirar soluções práticas além de que toda realidade é discutível. E por fim, a última tendência citada no texto, o Construcionismo, que novamente é retomado aquilo que fora proposto por Marx e Nietzche, tendo como fundadores Scheler e Mannheim, que foram os mais importantes a realizarem diversos trabalhos com a Sociologia. Esta teoria é contrária ao representacionismo (que prega que o pesquisador deve descrever a realidade tal como é). Considera que tanto o sujeito como objeto são construções históricas e sociais. O conhecimento, ao ser produzido, requer do pesquisador uma desconstrução, ou seja, o mesmo tem que abandonar suas crenças a medida que ele se percebe parte dela.
Abaixo segue algumas dicas sobre Resumo e Resenha, e com referências para que vocês possam tirar dúvidas.

Resenha - A resenha em si se constitui de comentários sobre o conteúdo de uma obra, onde esta é elaborada para fins de sua publicação/divulgação (atividade acadêmica). Para sua elaboração, são necessários alguns procedimentos básicos:

  • Antes de iniciar o texto, deve-se colocar a referência de forma destacada.
  • Após a referência, iniciar a Resenha com informações sobre o autor e a obra a ser descrita (época em que a mesma foi descrita), principais obras, além de se falar também sobre os objetivos principais do livro e a idéia central que é defendida nele;
  • Identificar os paradigmas defendidos pelo autor em todo o decorrer da obra;
  • Fazer a síntese de cada capítulo ou assunto (colocar as idéias centrais da obra, e o que foi entendido acerca da obra por quem esta escrevendo), fazendo ao mesmo tempo possíveis análises e reflexões com elementos contidos nele;
  • Criticar o livro (texto) e outros elementos contidos na obra, como publicação, bibliografia, organização do livro entre outros elementos contidos nele;
  • Concluir a Resenha com comentários próprios do escrito, fazendo análise da importância desta obra para a área a que se destina, como também as conseqüências dela (a relevância). A resenha deve-se ter entre 3 a 5 páginas.

Resumo - Tem como pretensão fornecer elementos que façam com que o leitor utiliza ora os textos originais (que foram destinados ao mesmo) ora textos complementares (para que se possa enriquecer o conteúdo do Resumo. Ao se elaborar um Resumo, tem que se estar atento a não necessariamente repetir as mesmas palavras do autor, mas sim se deter as idéias principais (o que o autor quis dizer com suas colocações). Sendo assim, há alguns tipos de Resumo, dentre eles:

  • Indicativo – Destacar as idéias principais do autor sem ser preciso entrar em detalhes;
  • Informativo – Apresentar as informações gerais do texto;
  • Indicativo/Informativo – Mistura-se elementos acima citados, destacando-se não só os pontos principais como também as informações gerais sobre o texto, de forma o leitor possa entender as informações de uma forma geral.

Para que o Resumo possa ter tais elementos, é necessário se levar em conta outros elementos que está relacionado ao corpo do mesmo, de forma que venha a fazer com que ele tenha entendimento, dentre eles o assunto que é tratado (o problema contido, a posição do autor frente a ele e seus argumentos), a estrutura lógica em si, constando os elementos introdução (problema), desenvolvimento (os argumentos) e conclusão (o que o autor traz sobre e os resultados).

Referências (para busca)
http://www.ucb.br/prg/comsocial/cceh/normas_organinfo_resumo.htm
http://www.dep.ufsc.br/pibic/Resumo_como_fazer.htm
http://www.pucrs.br/gpt/resenha.php
http://www.ucb.br/prg/comsocial/cceh/normas_organinfo_resumo_critico.htm

Ah, a Profa. Deise me mandou um e-mail com a mensagem abaixo:
Pessoal:uma colega psicóloga, Amanda da Costa da Silveira, está realizando doutorado na University of Central Florida, nos EUA e solicita a participação de sujeitos para a realização da etapa de coleta de dados de sua pesquisa. A pesquisa e' sobre Reflexividade (pensar sobre si, pensar sobre o mundo). Ela e' totalmente anônima. Quaisquer dúvidas, o contato com a pesquisadora pode ser realizado via email amandadacosta@gmail.com ou por telefone com a equipe de pesquisa do laboratorio no Brasil: 51 33085115 ou contato direto com Amanda, nos EUA: +1 407-325-2747. A coleta de dados é realizada a partir da resposta das questões disponibilizadas no link abaixo: http://www.ufrgs.br/museupsi/reflexividade.htm. Os sujeitos participantes tem que ser brasileiros e com idade acima de 18 anos.
Grata pela colaboração,Deise Francisco

Beijos, ótima semana a todos!

Hortência

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Aula do dia 08/10

Olá caros alunos, boa noite!
Peço desculpas pela demora a postar, tenho andado meio atarefada, mas ainda assim não esqueci de vocês. Conforme as aulas vão acontecendo e tendo como missão postar aqui o ocorrido nas mesmas, venho descrever um pouco do que fora passado na aula de quinta-feira (dia 08/10), onde toda a aula fora dedicada a disciplina de Projetos Integradores e que por sua vez foi transmitido os elementos que deverão constar tanto no Projeto como no Relatório Final. Inicialmente, a aula começou com o falar dos alunos sobre as primeiras impressões tidas na Escola. No segundo momento, no que concerne a disciplina de O.T.A., a professora explanou os elementos constituintes do Projeto, que devem conter no mesmo.
Os elementos constituintes do Projeto em si são:
  • Tema: Aquilo que fora escolhido pelos alunos e que parte da realidade circundante deles (contexto social, profissional ou cultural);
  • Título: Parte do tema, considerado o “Cartão de apresentação” do Projeto. Ele seria a “Delimitação do tema”, que abrange tempo e espaço do que se pretende pesquisar;
  • Justificativa: tem como principal pretensão destacar a relevância e o porquê que tal pesquisa deve ser levada em conta, se utilizando de argumentos que a defendam. Ao elabora-la, deve ser levada em consideração alguns aspectos, dentre eles a Delimitação (área de conhecimento, espaço geográfico que a pesquisa abrange, período da mesma), Relevância (a contribuição deste projeto de pesquisa para o conhecimento científico e para a sociedade) e sua Viabilidade (os materiais que serão utilizados, mostrando a importância que se tem em investir em tais recursos);
  • Problema da Pesquisa: Focaliza o que será investigado dentro do tema da pesquisa. Representa por sua vez a pergunta que fazemos decorrente da curiosidade científica sobre determinada situação. A tentativa de responder é que se leva a realização da pesquisa (vem em forma de pergunta);
  • Hipóteses: Possíveis respostas ao problema da pesquisa e que orientam a busca de mais informações. Hipóteses não são perguntas, mas sim afirmações;
  • Objetivos: As metas a serem alcançadas no término da investigação, ou seja, as pretensões dos alunos acerca da pesquisa (o que se pretende alcançar com a mesma). Divide-se Objetivo Geral, que é apenas um e se relaciona ao problema da pesquisa, onde a direciona de maneira ampla, e os Específicos, que se relacionam as hipóteses, de forma que vem a confirmar as mesmas, começando com verbos no infinitivo, como por exemplo, os verbos Analisar, Avaliar, Compreender, entre outros...
  • Referencial Teórico (também chamada de Revisão de Literatura, Fundamentação Teórica ou Base Teórica e Conceitual): Nesta etapa, analisam-se as mais recentes obras científicas disponíveis que tratem do assunto ou que dêem embasamento teórico e metodológico para o desenvolvimento do projeto de pesquisa. Aqui também são explicitados os principais conceitos e termos técnicos a serem utilizados na pesquisa (também conhecido como “Estado da Arte”);
  • Metodologia: o conjunto de métodos e técnicas utilizados para a realização de uma pesquisa. Dada a existência de vários caminhos, o pesquisador poderá escolher aquele que melhor corresponde à sua problemática e a seu referencial teórico. Através da metodologia são indicadas opções e a leitura que no pesquisador fez do quadro teórico, podendo ser estruturada mediante a definição dos seguintes elementos: sujeitos da pesquisa; coleta de dados, descrição da organização e análise de dados;
  • Referências: Fontes utilizadas para a elaboração do Projeto e as fontes documentais utilizadas no mesmo, que são indicadas no decorrer do trabalho e que se faz presente coloca-las, em ordem alfabética conforme as Normas da ABNT.

O terceiro momento da aula foi voltado para explicação dos elementos que deverão constar no Relatório Final da disciplina. Segue abaixo os elementos que deverão constar nele.

  • Introdução: Deve apresentar de forma clara e sucinta a idéia geral do trabalho, que vem a ser desenvolvido através de alguns aspectos, tais quais o assunto e sua justificativa para a escolha do tema (razões pelas quais explicam a razão do estudo sobre o mesmo), a problemática que vem a ser estudada no decorrer do trabalho, os objetivos, a teoria que fundamenta o trabalho, os procedimentos e breve síntese do que será explanado nos capítulos (se for o caso de estar em capítulos);
  • Desenvolvimento: Nesta parte deve conter a definição, demonstração e discussão de toda a problemática através da fundamentação teórica que fora escolhida no decorrer do trabalho além de utilizar essa mesma fundamentação de forma explicita para que possa convencer o leitor da relevância de tais idéias;
  • Conclusão: Neste item, devem ser mostrados os resultados obtidos alcançados através deste trabalho, mostrando tanto o ponto de vista de quem escreveu como também possíveis sugestões que possam contribuir de forma significativa;
  • Referências (segue a mesma sugestão do Projeto em si).

Ps.: Claro que o trabalho não se detem somente a esses elementos, tem também a capa, contra-capa, entre outros elementos que mais adiante serão trabalhados pela profa. Deise, estou passando um esboço do que foi trabalhado na aula anterior. Dúvidas? É só entrar em contato ou com a Profa ou comigo!

Referências (para que possam pesquisar)
http://sib.iesam-pa.edu.br/servicos/orientacao_bibliografica/pdf/projeto_pesquisa.pdf;
http://www.novoalicerce.g12.br/comunicados/infoimp/ELEMENTOS%20DE%20UM%20PROJETO%20DE%20PESQUISA.pdf;
http://www.ufrgs.br/bioetica/projeto.htm;

Ainda falta postar o Resumo do texto que vem sendo trabalhado pela profa. Deise, mas garanto a vocês que digitarei tudo para envia-los no fim de semana!

Bom Feriado para todos e até semana que vem!

Beijos,

Hortência


sábado, 26 de setembro de 2009

Aula do dia 24/09

A aula do dia 24/09 girou em torno do filme “Ponto de Mutação” onde temas de extrema relevância eram levados em conta no mesmo. Sendo assim, pesquisei várias coisas a respeito do filme, mesclei o que estava contido e vários sites, e espero que possa contribuir para o entendimento de vocês.
Falando-se um pouco sobre o mesmo, o filme tem como personagens principais Jack (um político que mesmo sendo bem sucedido, perde as últimas eleições nos EUA para presidência); Thomas (Poeta,vivia em Nova York, mas acaba querendo deixa-la para viver no velho mundo, onde enfrentar a crise de seu casamento fracassado,seu insucesso na profissão e a crise da meia idade) e por fim Sônia (Física que era bem sucedida até descobrir que suas pesquisas com microlasers estavam sendo utilizadas no projeto americano Guerra nas Estrelas, ela decidiu isolar-se em um vilarejo francês para repensar a vida, além disto, tem sérias dificuldades de relacionamento com sua filha).
O início da História se dá no contato entre os amigos Thomas e este convida Jack para passar uma temporada na França. Eles acabam se encontrando com a Física Sônia na Igreja, mas que a trama se passa no Castelo de construção medieval, localizado no litoral noroeste, no alto do Mont Saint Michel, que fica entre a Normandia e Bretanha.
Dentre as discussões que são questionadas e abordadas pelos amigos a Física estão dois pontos cruciais: o pensamento mecanicista e o pensamento holístico (mesmo que sistêmico). Como defensor do pensamento mecanicista, tem-se Descartes, que defendia que a o cosmos deveria ser comparado a um relógio, e a natureza como uma máquina, que bastava apenas desmonta-los (as peças) para compreender o todo. Teve possíveis contribuições de Isaac Newton, que ao formular as três leis do movimento influenciou as artes, a política e a sociedade como um todo. Mas ainda assim, argumenta a Física, que conforme tais pensadores, a vida social é composta de fatos isolados, o que para ela não é isso que ocorre. Nesta ânsia (de entender o todo), não poupam o custo do sacrifício da vida, da existência, aplicada a uma parcela da humanidade presa pelas quatro paredes dos modelos econômicos mecanicistas, que independente do custo social, só pensam na validação econômica de suas teorias e negociações. Os sistemas existentes não encorajam a prevenção, só a intervenção, que não consideram que só construiremos um modelo de sucesso no presente, se estimularmos o futuro. Chega-se à dedução de que precisamos adotar o modelo de intervenção colocado como feminino, nutriente, construtor como contraponto do modelo masculino basicamente dominador.
O outro pensamento seria o pensamento holístico (sistêmico), que é este que a Física defende, onde seria a superação da visão mecanicista, além de ter como pressuposto o pensamento de que todas as partes devem ser estudadas, como também há uma interconexão (estudo cada parte até chegar na própria totalidade). Para o holismo, o mundo é como um quebra-cabeça, em que cada peça tem sua importante função a desempenhar e sem uma das peças, o jogo ficaria incompleto. Neste pensamento tem como principal objetivo a prevenção e preservação da vida, diferentemente do pensamento mecanicista, que está preocupado apenas com as intervenções (as coisas precisam acontecer para que se possa tomar possíveis providências). Fazemos parte de um todo, de uma teia inseparável de relações, cabendo a nós perceber o amanhã, sendo os responsáveis por nossas descobertas futuras, nossas ações seja ela contra nós mesmos ou com o meio que nos cerca, pois à medida que agimos, para o bem ou para o mal, isto terá conseqüências. Temos que entender e abrir nossos horizontes, não ficando estagnado nos processos, onde se tem controle, mas muitas vezes não se tem sua compreensão. Cabe dentro deste preceito teorizar sobre os sistemas vivos, onde temos o exemplo do homem que mirava uma árvore, mais do que caule, raízes, galhos e folhas, descobria vida, insetos, oxigênio, nutrientes, alimento, sombra, proteção, energia, uma síntese de integração.
“Nesta linha de pensamento, esta crise seria resolvida se as pessoas começassem a pensar que tudo está interligado e é interdependente. Seria sair de uma percepção individualista para uma percepção coletivista da vida. Como diz a personagem da cientista mais à frente, “os índios americanos pensavam nas conseqüências de suas ações até a sétima geração” e é este tipo de vivência responsável que é colocada no filme como solução para a reestruturação da sociedade moderna. Vale salientar que o filme faz uma crítica aberta não apenas ao modo de vida moderno, mas especificamente à sociedade ocidental, representada pelo american way of life. Todos os exemplos de um modo de vida viciado, mercantilista, individualista e cartesiano são atribuídos à sociedade americana”.

Referências
http://www.oolhodahistoria.ufba.br/artigos/resenha-ciencia-politica-ponto-mutacao-jose-renato-oliveira.pdf
http://www.rabisco.com.br/19/pontomutacao.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pensamento_sist%C3%AAmico

Atividade
Passei por e-mail o artigo que irá ser trabalhado nesta quinta-feira que vem, para que possam ler, pois haverá uma atividade neste dia (para que vocês possam relacionar o artigo ao filme).

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Aula do dia 17/09

A aula do dia 17/09, que ocorreu no laboratório de informática (CEDU), foi sobre o uso do Blog (que é da disciplina), além de que os alunos se cadastraram e puderam usar esta interface como forma de comunicação entre todos (além de que os mesmos devem utiliza-lo para postar atividades propostas em sala de aula).
O segundo momento da aula de O.T.A. foi exatamente sobre os diversos tipos de saberes existentes, onde no decorrer da aula, com auxílio da internet, os alunos iam pesquisando e aos poucos falando também.
Já que a última aula permeou sobre os tipos de conhecimento, segue abaixo um Resumo de um material que fora trabalhado no período passado pela professora que fui monitora, da mesma disciplina, que fala sobre o nascimento do conhecimento científico e abaixo segue uma das atividades que a profa Deise propôs aos alunos!

O NASCIMENTO DO SABER CIENTÍFICO

O saber científico do nada começou a ser utilizado, mesmo que povos pré-históricos não tivessem consciência do que isto futuramente viria a causar. Um bom exemplo disto, foi quando o homem se apropriou do fogo e através dessa apropriação, descobriu que poderia cozinhar comidas gostosas. Mas sendo dessa forma, como produzi-lo ou conserva-lo? Para que o homem pudesse sobreviver, ele diversas vezes teve que dispor de saberes (construir, reconstruir) de forma a buscar possíveis soluções.
Então, já que está se falando dos diversos tipos de saberes, será apresentado posteriormente os mesmos, desde sua construção até se chegar ao conhecimento científico de fato.
Os diversos tipos de saberes se dividem em Saberes Espontâneos e Saber Racional. Os Saberes Espontâneos são os tipos de saberes onde os indivíduos aprendem (ou aprenderam) conforme suas experiências pessoais, como por exemplo, uma criança, ao tocar no fogo aceso, se queimará e saberá que é quente. Nas segundas e terceiras tentativas, o fogo ainda queima, então a criança se remete a lógica que o fogo é quente, portanto não será bom para ela tentar tocar. Esses saberes espontâneos se subdividem-se em outros saberes: a Intuição (senso comum, tipo de saber que é construído assim que uma primeira compreensão vem a mente e não é um tipo de saber científico que precisa ser comprovado pela ciência); a Tradição (saberes historicamente acumulados, que são passados das gerações antigas as futuras e onde carrega consigo as crenças, mitos, conhecimentos voltado para a própria agricultura, entre outros) e por fim a Autoridade (um conjunto de regras que se estabelece como forma de proibir as pessoas e ao mesmo tempo, conscientizando-as, existindo nas Escolas, Igrejas, entre outros, de forma que deve ser seguido, caso contrário, haverá algum tipo de castigo ou punição).
No decorrer do tempo, foi se percebendo a fragilidade de tal saber, que era fundamentada apenas nas experiências dos indivíduos, então o desejo de saber e querer conhecer mais foi o que motivou a se dispor um tipo de conhecimento que pudesse ser metodicamente elaborado e verificado. É ai que surge o Saber Racional, e que há uma trajetória percorrida deste saber até chegar a ciência moderna. O Saber Racional é um tipo de saber onde este está baseado na razão. Foi com os gregos que se deu esse início, onde estes começaram a desconfiar das explicações dadas sobre como surgiu o universo, acreditando que a mente era capaz de produzir saberes apropriados. Foi com Aristóteles e Platão que se desenvolve a distinção entre sujeito e objeto, mostrando também que toda causa provoca conseqüências (eles se utilizam tanto do raciocínio indutivo como dedutivo), e também muito beneficiaram as ciências matemáticas. Os romanos preocupavam-se mais com a prática (agricultura, arquitetura e guerra) do que com a teoria, mostrando-se mais técnicos do que sábios.
Na Idade Média, ainda encontra-se a reflexão filosófica, mas desta vez dominada pela religião, tentando conciliar os Saberes Filosóficos aos Saberes Teológicos. A Teologia supera a Filosofia. No renascimento (época das artes) não há reconhecimento do Saber Científico, onde as bruxarias, superstições e magias servem para que possa se explicar o real e a alquimia prospera.
Partindo para o século XVII, devido ainda a preocupação dos filósofos em relação ao saber, neste século, passou a encarar um novo ponto de vista: o de observação empírica, onde primeiro o sujeito parte do real antes de interpreta-los e depois submete a experimentação. O pensamento científico começa a se consolidar e o saber agora é construído através da observação da realidade (empirismo) para que se possa colocar essa explicação a prova (experimentação). Entende-se então que a partir do surgimento de tais conceitos, subtende-se que o Saber Científico se baseia na observação, mensuração e experimentação, que vem a cruzar o empirismo e a especulação.
No século XIX desenvolve-se as ciências humanas, onde até então quem cuidava dos problemas que permeava na sociedade eram os filósofos e foi aqui que também surgiu o Positivismo, cujas características são: Empirismo (conhecimento parte dos sentidos, mas que antes disto as idéias são inatas); Objetividade (o pesquisador deve ser neutro perante seu objeto de pesquisa, não se deixando influenciar ou envolver); experimentação (o conhecimento leva a hipóteses e tais hipóteses a testes para que seja comprovada sua veracidade); validade (comprovação dos fatos observados) e Leis e previsão (um saber do domínio físico devem ter leis que o regem, onde tanto a natureza e os seres humanos estão submetidos).


Referência (Resumo)
LAVILLE, Christian e Jean DIONNE. 1999. “O Nascimento do Saber Científico”. In A Construção do Saber: manual de metodologia da pesquisa em Ciências Humanas. Porto Alegre: Artmed: 21-28.

Referências (Tipos de conhecimento)
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/conteudo/artigos_teses/FILOSOFIA/Artigos/diversos_tipos_conhecimento.pdf
http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/met02b.htm
http://www.noginfo.com.br/arquivos/MTA_Aula_02.pdf

Atividade

A profa. Deise pediu na aula passada que vocês pesquisassem os diversos tipos de saberes e conhecimentos existentes, para que fossem discutidos na próxima aula.

Beijos, boa semana e bom trabalho!

Hortência

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Dia 10/09

A discussão da aula do dia 10/09 da disciplina “Organização do Trabalho Acadêmico” não foi somente sobre o artigo “Expansão do Ensino Superior: contextos, desafios e possibilidades”, da autoria de Antônio Joaquim Severino (deste artigo os alunos deveriam fazer um texto argumentativo), mas também foi a discussão sobre os elementos constituintes de um artigo científico. Após este momento, foi-se discutido do que o artigo que fora passado tratava. No final, a atividade solicitada pela professora aos alunos foi que estes elaborassem suas dúvidas e ainda algumas considerações sobre o texto. Abaixo segue em ordem o que se foi passado na aula (um complemento do que se fora falado na mesma).
  1. Artigo
Segundo Azevedo (1993), artigo de um caráter científico escrito para ser publicado em revistas especializadas e se constitui peça chave no intercâmbio científico e no progresso do conhecimento. Um artigo em si deve conter a comunicação de dados e resultado, dependendo do objetivo do autor, como por exemplo, no caso de ele querer:
  • Expressar uma opinião;
  • Prover uma solução para equacionar determinado problema;
  • Criticar ações seja ela política, econômica ou social;
  • Dar informações;
  • Dirigir-se a um determinado tipo de público de forma ampla, entre outros.

Além destes objetivos implícitos que há por trás do que é o artigo e o porquê de sua importância, se faz necessário dizer que um bom artigo (quanto a redação), deverá constar os seguintes pontos:

  • Escrever um esboço para que se tenha os objetivos definidos;
  • Após o momento de esboçar o que se vai fazer no artigo, outros elementos se fazem necessário para que o leitor consiga compreender o que realmente está sendo escrito, dentre eles: clareza (escrita conforme as regras gramaticais deixar fluir o que se vem no pensamento, mas de forma clara, não desordenada); concisão (escrever com o menor número de palavras possível, parágrafos breves e frases curtas); correção (escrever conforme a gramática e a norma culta); encadeamento (escrever os parágrafos em seqüência, de forma lógica e harmônica); contundência (defender um ponto de vista sem fazer “rodeios”, originalidade (escrever de forma autonoma, agradável e criativa) e por fim, fidelidade (respeitar o objeto de estudo, as fontes empregadas, se atentando para isto.

Quanto a apresentação, o artigo deve contar com os seguintes elementos:

Elementos pré-textuais

  • Título e subtítulo - Maiúsculas, centralizado, negrito;
  • Nome(s) do(s) autor (es) - nome completo do(s) autor (es) na forma direta, acompanhados de um breve currículo que o (s) qualifique na área do artigo;
  • Resumo (deve conter uma versão em inglês, que se chama Abstract) – indicativo e informativo escrito em torno de 250 palavras, onde neste ponto o autor deverá apresentar de forma concisa os objetivos, metodologia e resultados a serem alcançados. Não se devem colocar citações;
  • Palavras-chave (assim como o resumo, em inglês se chama Key words) – devem ter de 3 a 6 palavras que identifiquem a temática do trabalho.

Elementos pós textuais

  • Introdução – deve se conter a visão geral do tema, os objetivos, a justificativa e o que posteriormente os tópicos virão a abordar;
  • Desenvolvimento – Parte extensa e principal deve conter a fundamentação teórica (autores em que o autor que escreveu o artigo se baseou para formular tal artigo), metodologia (os procedimentos utilizados para e na pesquisa); Resultados (análise, discussão);
  • conclusão (Respostas as hipóteses, sugestões, recomendações)

Elementos pós-textuais

Enfim, este é um breve resumo do que se foi trabalhado na aula passada. Aqui deixarei as referências (os sites e vem modelos da ordem correta de cada elemento). Mais adiante deste conteúdo, deixo a atividade (para as alunas que faltaram na aula passada). Nos próximos posts, conto com a colaboração de vocês! Que este material, possa vir ajuda-los futuramente!

A atividade que a profa Deise pediu para que fosse feita em grupos e sobre o texto consiste em que os alunos anotem dúvidas, questionamentos sobre o mesmo, além de dizerem com o que concorda ou não no texto (expondo ponto de vista).

Então é isso caros alunos! Bom feriadão e até a próxima!

Beijos,

Hortência

Ementa da disciplina O.T.A. (2009.2)

Caros alunos, estamos aqui vindo inaugurar mais uma interface da comunicação para que possamos nos comunicar melhor, além também de desenvolvermos algumas atividades (através dos posts que serão colocados aqui, tanto por nós quanto por vocês também), mas para tanto, precisamos que vocês acessem, comentem e utilizem. Nesse primeiro post, será colocado a ementa da disciplina, e o que será feito no decorrer do período.
UFAL - CEDU
Curso de Pedagogia - (2009.2) 1º Período noturno
Disciplina: Organização do Trabalho Acadêmico
Profª Drª Deise Juliana Francisco
Monitora: Hortência Karla Zacarias Félix Correia
Ementa
  • As ciências e o conhecimento científico: natureza e modos de construção do conhecimento da pesquisa em Ciências Humanas e Sociais, especificamente os aspectos técnicos e textuais da pesquisa em educação.
Atividades que acontecerão no decorrer do período:
  • I - A organização da vida de estudos na Universidade (de agosto a setembro);
  • II - As ciências e o conhecimento científico (de setembro a outubro)
  • III - Aspectos técnicos do trabalho científico (outubro a dezembro)

Objetivos

  • Identificar as diferentes ciências, tomando por referência suas peculiaridades, seus objetivos e métodos de estudo;
  • Reconhecer os diferentes tipos de pesquisas e de metodologias, para que mais tarde venha identificar aqueles tipos que mais se enquadram na pesquisa voltada para a educação;
  • Estudar os aspectos técnicos na construção e apresentação de trabalhos acadêmicos, seguindo as normas e orientações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para que mais tarde possa a vir aplicá-los nos trabalhos científicos;
  • Promover nos alunos domínio de leitura e escrita (é lendo e escrevendo que o aluno pode vir a ser um sujeito crítico e reflexivo);
Avaliação
  • Processual - Durante todo o processo de aprendizagem (auto avaliação).

Alguns elementos no decorrer do período serão colocados!

Neste dia também, foi dada a idéia de que os alunos montassem tanto o blog quanto o e-mail da turma (para que todos utilizassem)

Beijos, ótima semana a todos,

Profª Deise e Hortência