quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dia 01/10

Olá queridos alunos, boa noite!
Peço desculpas a todos pela demora a postar, mas a correria ta grande! Fiz uma síntese que segue abaixo sobre o texto intitulado “O que é Metodologia Científica?” que começou a ser discutido dia 01/10 e que sua discussão será terminada amanhã.

A discussão do texto em si está voltada inicialmente para explicar os diferentes tipos de conhecimento que permeam na ciência, desde o conhecimento do senso comum (conhecimento do mundo), até o conhecimento científico que é o tipo de conhecimento que permite comprovar os fenômenos que ocorrem na sociedade através da observação e experimentação. Além disto, o autor faz um percurso que mostra como o pensamento de cada século se atentava para estas questões de conhecimento científico.
Inicialmente, para o entendimento do que é ciência, se faz presente entender seu significado. Então a palavra ciência surge do latim e significa “aquele que tem um determinado tipo de conhecimento, que sabe algo”, o que implica dizer que quando alguém detem alguma informação, esse mesmo alguém esta ciente do que sabe (ou algum aspecto da realidade). Então, já que a palavra ciência está ligada a aquilo que alguém deteve (sabe), seria correto dizer que o conhecimento que a cozinheira tem sobre como se faz um bolo é igual à aquele que o engenheiro possue sobre como se constrói uma casa? Na verdade esta se falando de diferentes tipos de conhecimento e se faz necessário citar os existentes: senso comum, artístico, teológico ou científico. Voltando ao exemplo da cozinheira, o conhecimento que ela possue acerca do bolo é de senso comum, onde o conhecimento imediato, pois a cozinheira assa o bolo mas não conhece as propriedades químicas que há por trás do assar do bolo (o porquê que ele cresce, a que temperatura, entre outros). Já o conhecimento que o engenheiro possue seria do tipo científico, onde ele freqüentou a Universidade e saberá as causas relacionadas a queda de um prédio, por exemplo.
Depois desta breve explanação sobre os diversos tipos de conhecimento que permeam a sociedade, se faz necessário explicar como surgiu o conhecimento científico, que surgiu no século XVII, onde nesta mesma época houve a separação entre filosofia e ciência, mas mesmo se havendo tal separação, ambos continuavam mantendo um vínculo em comum: questionar a realidade de forma a estar sempre discutindo as possibilidades da felicidade humana. Mas ainda assim existem algumas características que delimitam a ciência, dentre elas: a ciência não é imediata, ela busca as explicações das causas, fenômenos que possam explicar a realidade, apresentando fatores que determinar a existência, mas que ao mesmo tempo este conhecimento possa ser validado, servir como pesquisa para outros pesquisadores (ou discussão) e por fim relatar seus resultados (como chegou a tal conclusão) explicando o caminho percorrido, ou seja, o método científico. Sendo assim, o método científico não seria apenas o caminho que fora percorrido pelo pesquisador para se chegar a tal questionamento, mas sim explicitar as razões pelas quais escolheu este caminho e não outros. Além disto, no início da modernidade, muita credibilidade fora dada as questões ligadas a experimentação e observação dos fatos. Há alguns pressupostos diferentes que permeam desde a idade moderna, de que o homem e este vir a conhecer a realidade por si só, as maneiras pelas quais a natureza é concebida e por fim o processo de produção do conhecimento que esta arraigado com a concepção de homem e/de natureza ou sociedade. Para tais questionamentos, se faz presente falar em tendências metodológicas e dentre elas, cita-las (mesmo surgindo após a epistemologia), dentre elas, surgidas nos século XVII, XVIII, XIX e por fim, século XX. que foi o Racionalismo, o Empirismo e o Interacionismo.
A ciência propriamente dita inicia-se no XVII, onde o ocidente ferve. Momentos de crise se instauram em todas as instâncias que vai desde a religiosa, na da consciência e por fim na teórica. Mas dessa crise gerou também o contrário, o Renascimento, donde se deu muita valorização as capacidades humanas (as artes). A constituição da ciência moderna, que se dá também nas aventuras marítimas, aguça mais ainda a curiosidade de se querer conhecer os fatos. A partir das aventuras marítimas executadas pelos navegantes, foram se construindo caravelas, telescópio, além de verificar a posição dos astros em função de que se possa navegar no mar com segurança. Enfim, deve se usar a razão. Então, iniciando o caminho percorrido pela ciência, como um dos primeiros defensores do Racionalismo, encontra-se Descartes (idéias inatas) em que busca fundamentar de forma dedutiva a existência do cogito (Razão Humana). Ele ainda defende que ter conhecimentos é ter idéias e que as mesmas são diferentes das coisas tomadas em si mesmas e outras questão surge também: devo duvidar de tudo, posto que a imaginação, a linguagem e meus órgãos do sentido me enganam. Um bom exemplo disto é a bola, esta não é a coisa em si (matéria), mas a representa. Através deste raciocínio, Descartes usa a dúvida como método e chega a seguinte conclusão: não posso duvidar daquilo que estou pensando. É ai que surge o slogan “Penso, logo existo”, ou seja, a existência de algo decorre daquilo que estou pensando e assim o conhecimento nesta perspectiva é elaborado pela razão (correção de idéias, descobertas e relação entre idéias e extensão), onde este filósofo dividiu a mente em substância pensante e o corpo em substância extensa, o que veio a gerar grande revolução no modo de pensar do homem ocidental. Depois do Racionalismo de Descartes, onde o conhecimento provinha da razão, vem-se o Empirismo, que inicialmente fora elaborado por Bacon, donde tinha como pressuposto que o conhecimento é ter idéias, mas não através da Razão, mas sim através das experiências sensoriais, ou seja, através da experimentação dos sentidos. Diferentemente de Descartes (onde este se utiliza da dedução), é através da indução, ou seja, a observação de muitos eventos se repetindo da mesma maneira que o indivíduo irá construir as leis que descrevem o comportamento de tal natureza. Locke continua com este raciocínio ao afirma que existem idéias de sensação (ao se perceber as qualidades de um determinando objeto) e de reflexão (o que se refere as atividades mentais) e que para o mesmo a realidade independe do sujeito, onde este deveria descreve-la. Mais adiante, ainda nesta linha, encontramos Isaac Newton que revolucionou as atividades científicas dentre os séculos XVII e XVIII. Revolucionou a Matemática (criando o cálculo diferencial) a Astronomia (formulou a lei da gravitação universal), na Ótica (a teoria corpuscular da luz), na Mecânica (o movimento dos corpos), entre outras inovações. Em sua teoria, Newton procurou atrelar elementos do Racionalismo e do Empirismo, e que para ele tanto experimentos sem interpretação sistemática (empirismo) como dedução sem evidência (racionalismo) não levam a uma teoria confiável e ainda, tudo que não é deduzido constitui mera hipótese, onde esta não tinha lugar, primeiramente as proposições particulares são inferidas e depois tornadas por indução. Com esse raciocínio, Newton explicou muitas leis, mas ainda não havia chegado as causas dos fenômenos, servindo muitos dos conceitos trabalhados por ele para as diferentes áreas, sendo a base para outras ciências até a segunda metade do século XIX.
Após século XVII, vem-se o Iluminismo no século XVIII, que é conhecido como o século das luzes e consigo impregnado a revolução francesa (com seus ideiais de liberdade, igualdade e fraternidade), além também de claridade, do divino. Razão equivaleria a luz, o futuro da humanidade está em jogo e a razão iluminista se apresenta como luta entre as trevas. O obscuro equivale a ignorância do homem não fazer da razão critério de existência. O pensamento desta época seria que o homem através da razão devesse buscar e si mesmo os critérios de sua existência e entre os pensadores desta época destaca-se Kant, Hume e Hegel. Hume parte do pressuposto que o fundamento do próprio conhecimento está em nós (conhecimento inato) e não da mediação divina (como afirmava o próprio Descartes) e que os homens devem descobrir em si mesmos as condições que possibilitam a produção de conhecimento, defendendo o critério da experiência sensível como garantia de conhecimento produzido pela ciência. Sua teoria parte de dois pressupostos: primeiro que antes da experiência sensível é impossível afirmar se há relação entre dois corpos e segundo que a natureza é pensável e sendo pensável a realidade consequentemente pode ser transformada, descartando a idéia de verdades absolutas. Kant, diferentemente de Hume parte do ponto de que nossa razão filtra a realidade, no sentido de que só temos acesso ao que ela permite, onde a experiência sensível contribue para isso, no que diz respeito a construção do conhecimento cientifíco. Assim como Descartes, ele afirma que a ciência produz um conhecimento universal (ultrapassa a experiência sensível) e que a razão é quem garante as verdades universais. E por fim outro teórico que se destaca no Iluminismo e que suas idéias vem servir de base para outros teóricos (mais adiante) é Hegel, onde este observou o movimento em que a sociedade se dava (na luta de guerras, contradição entre opostos) e acredita que tal movimento contraditório também se aplica aos fenômenos da natureza. Ele afirma que o real é racional e vice-versa, onde a natureza em si e sua realidade existe vem a ser a partir do que já esta sendo. Um bom exemplo que deve ser citado é o exemplo do artista e da madeira, ambos tem suas particularidades, em que o artista vive disso, de esculpir madeira e a madeira é matéria, que pode ser transformada, então os dois existem porque são a síntese de forma ou matéria. Na luta entre ambos, onde o artista quer transpor através da matéria sua idéia, se dá a síntese que seria o resultado final da obra, depois das diversas lutas entre eles existentes e a isto, ele chamou de dialética, que é o dialógo entre dois pólos opostos, onde eles buscam superação ou conciliação. Este movimento se dá por três momentos, é que primeiro há identidade (tanto o artista como a madeira possuem cada um a sua), o da contradição (a luta entres esses dois opostos em que o artista busca colocar suas idéias na madeira que é a matéria e por sua vez quem sai ganhando é o artista) e por fim negação da negação (a estátua aparece como a síntese dessa luta, pois o artista colocou sua idéia na madeira e a mesma transformou-se em estátua através da idealização do artista sobre a mesma). Partindo deste exemplo, subtende-se que o movimento da história humana é mutável e deve, portanto ser analisado o ponto de vista entre conflitos e idéias que tiveram que ser mudadas ou transformadas tendo em vista as contradições postas por ela mesma. Entra-se agora numa análise de produção do conhecimento que toma as relações sociais como ponto de partida do conhecimento científico.
O século XIX se apresenta com inúmeras revoluções e transformações que trouxeram inúmeras conseqüências no que concerne ao cenário sócio, político e cultural daquela época. Dentre as revoluções que ocorreram, pode-se citar a Revolução Industrial e Revolução Francesa, ambas ocorridas na segunda metade do século. As conseqüências foram: a industrialização que trouxe consigo maior produção e redução da mão-de-obra dos trabalhadores nas empresas (custo cada vez menor, o que é bem mais lucrativo para os empresários), maior consumo por parte da população em decorrência da industrialização (o direito de escolha por produtos industrializados); a presença cada vez mais disfarçada da disciplina (conforme os ideiais de “Ordem e Progresso”). Tais questões colocam em questão os fundamentos do capitalismo. É ai que surge duas tendências, na tentativa de se compreender tais crises instaladas: o Positivismo e o Materialismo Histórico Dialético, onde respectivamente tem como seguidores Augusto Comte e Karl Marx. O Positivismo foi fundado pelo autor acima citado (Comte), este que por sua vez deve ser considerado o fundador da Sociologia, e suas idéias tinham como fundamentos que o movimento da sociedade é natural e imutável, ou seja, o fenômeno das diferentes classes sociais é natural (você nasce e não muda de posição social), e que o capitalismo é o ponto-chave para entendimento de tais questões. Assim, o método de produção do conhecimento segue o das ciências da natureza, onde há separação entre sujeito (conhecedor, pesquisado) e objeto (o que se pretende pesquisar) de forma que há uma relação de neutralidade para que o pesquisador possa descrever o objeto como ele realmente é e não venha a interferir no resultado. Isto só será possível através da experimentação e observação. Avesso ao Positivismo proposto por Comte, Marx, que acaba seguindo o caminho iniciado por Hegel, propõe a tendência que tem como pressuposto explicar o real como movimento contraditório e processual (pensar dialeticamente seria explicar o real conforme contradições engendradas).
Partindo para o próximo século, que é o século XX, ainda percebe-se resquícios das tensões e conflitos provocados pelo desenvolvimento do capitalismo em voga desde o início do século XIX (com o Positivismo). Durante as primeiras décadas do século citado ocorreram alguns acontecimentos que se destacaram, dentre eles a primeira guerra mundial (1914) as experiências totalitárias (fascismo, nazismo), a revolução socialista da Rússia (1917), a queda da bolsa de valores (1929), que vem a mostrar as contradições inerentes encontradas no desenvolvimento capitalista. Ao mesmo tempo, surge uma onda de ceticismo e irracionalismo, ou seja, descrédito que possa haver relações harmônicas entre os diferentes povos, causadas pelas diferenças religiosas, culturais, étnicas, grupais, sócio-políticas, entre outras. Neste contexto, o conhecimento científico esta atrelado ao ideal de objetividade. Trata-se de salvar a civilização ao caos, pela razão. Neste século, ressurge as idéias que foram propostas pelos ideais iluministas e outras tendências que explicam se é possível haver neutralidade na ciência, pois caso isto ocorra, o conhecimento científico torna-se uma questão ética e política. As três tendências existentes são: o Neopositivismo, a Fenomenologia e o Estruturalismo.
O Neopositivismo é também chamado de empirismo lógico e tem como objetivo lutar contra o pensamento metafísico, além também da transformação racional da sociedade, em que as relações sociais, econômicas e políticas pudessem ser modificadas através da transformação racional da sociedade. O conhecimento que consequentemente seria produzido pela ciência serviria como tripé para transformar a realidade. Assim sendo, dois aspectos são de suma importância serem citados para que se possa compreender tal teoria: trata-se de uma concepção empirista e positivista e após essa primeira etapa, a aplicação do método de análise lógica do material empírico. Sendo assim, para os neopositivistas, o conhecimento produzido pela razão que independe da experiência, não é considerado legítimo. Já a Fenomenologia tem como pressuposto que o conhecimento é resultado da interação entre sujeito, o que ele observa e que sentido ele dá a coisa percebida. Na realidade, não se pode falar de uma observação que independe dos significados que o sujeito atribui a coisa percebida. E o Estruturalismo que serve de referência a variadas áreas das ciências humanas, como lingüística, psicologia, psicanálise, antropologia, entre outras, tendo como pretensão mostrar o funcionamento das partes de um conjunto (sistema), onde cada parte mantém relação uma com a outra de forma que as mesmas partes concorrem para manutenção do todo em si.
No século XX ainda surge outras tendências que seguem os mesmos idéias dos séculos anteriores a este (século XIX por exemplo e mais especificamente com o Positivismo), como a separação entre sujeito e objeto e a valorização da permanência ou regularidade dos fenômenos, de forma que vem a influenciar as próximas tendências. Uma das críticas apresentadas no que diz respeito ao projeto novo de ciência moderna foi feita por Nietzsche no final do século XIX, onde sua crítica está centrada em dois aspectos: a concepção de conhecimento e a concepção de realidade. Nietzsche não admite que possa existir um sujeito purificado de todas as contigências da vida, como propunha Descartes, principalmente no que se refere a linguagem, pois é através dela que os homens se comunicam. Quando o sujeito perde o sentido, a pesquisa perde seu objetivo, que não seria mais o de produzir verdades absolutas, mas sim o de se situar num jogo de poder, onde o homem domina o homem e a natureza à partir de critérios descobertos e inventados. Sua crítica recai também na concepção metafísica de produzir verdades, pois para ele, a linguagem ocupa papel crucial no que diz respeito a construção de conceitos e esses são construídos quando o homem abandona as diferenças individuais de um determinado objeto de estudo, se prendendo unicamente as características particulares e universais que determinado objeto possue. Um exemplo disto: a Rosa. Todos sabem o que é uma Rosa, mas não é necessário pega-la, ou cheira-la para que se possa acreditar o que é realmente uma. É no abandono pelas características individuais que se tem acesso a particularidade, a essência, ao que os objetos possuem em comum que o pesquisador tem acesso as coisas como elas realmente são.
Outra tendência que surge no decorrer do século XX é a Escola de Frankfurt, que acaba revivendo as idéias de Hegel, Marx, Freud, Kant e Nietzsche, onde a partir da leitura do que estes pensadores falavam, de forma que se fosse feita uma avaliação crítica da sociedade daquela época. Esta mesma Escola vêem a sociedade como um processo dinâmico, histórico, mutável e dialético (totalmente avesso ao Positivismo), buscando um debate que tende a levar a transformação da sociedade, não a permanência. Pensando dessa forma, a sociedade é vista como mutável, pelo fato de mudar e como também um confronto de oposições, de forma que vem a buscar a superação através da transformação racional e também a luta contra a morte do sujeito crítico.
Mais adiante, outros pensadores e pesquisadores vêm a dar um novo significado as todas estas tendências existentes, não que todas estejam erradas, mas que esta seja mais uma que possa ser seguida ou redescutida, no que se diz respeito a pesquisa e os procedimentos metodológicos. Já que se está falando em inovação, algumas tendências que surge no século XX é criada por Karl Popper, T. Kuhn, Fayerabend, Pragmatismo e Construcionismo. A discussão de Popper é começada com o Neopositivismo, onde a realidade concebida ao pesquisador deveria ser descrita por ele e independe dele para existir. Para o autor acima citado, não existe observação atéorica, o pesquisador já vem com um olhar impregnado de pressupostos teóricos. As hipóteses são elaboradas a medida que o pesquisador as constrói, tais hipóteses, sendo seguidas a fundo como corretas, o pesquisador luta para não comprova-las, mas sim refuta-las, no sentido de que fazendo isto, a ciência dará maior credibilidade a pesquisa. A pesquisa tem que estar a par da ciências no sentido de falsear as hipóteses construídas pelo pesquisador, e enquanto isto não acontece, o conhecimento determinado como pressuposto permanece válido até que se possa refuta-lo. O sujeito na pesquisa, para Popper é ativo, pois dirige a pesquisa e elabora as hipóteses, planejando-as no sentido de refuta-la. Contrariamente a Popper, T. Kuhn afirma que os cientistas seguem modelos teóricos na pesquisa, que são chamados de Paradigmas e que vem possibilitar a construção de procedimentos como observação e mensuração. O conhecimento seria acumulado, pois a medida que o pesquisador toma como base um determinado modelo (paradigma), o mesmo torna-se acumulado de forma que só é mudado quando aparece anomalias (resultados diferentes do esperados e propostos pelos pesquisadores). Um conjunto cada vez maior de anomalias poderia causar uma revolução científica, onde o paradigma vigente é trocado pelo novo, de forma que este novo será modelo até que se haja novas anomalias e consequentemente novos paradigmas. Nesse quadro de idas e vindas, o sujeito aparece como ativo na produção de conhecimento, partindo seja dos paradigmas vigentes ou das anomalias. (onde surgirão novos paradigmas). Fayeraband, outro teórico do século citado, para ele não existe norma científica que não tenha sido violada para se obter novos conhecimentos. Na ciência, o “tudo vale” é possível, onde por meio da retórica e da persuasão ganha aquele que convencer melhor a comunidade científica.
Após o trabalho feito por estes pesquisadores, surge outras tendências: o pragmatismo e o construcionismo, que respectivamente tem como seguidores William James, John Dewey, Marx e Hegel. O pragmatismo tem como pressuposto que as verdades científicas surgem independentemente do sujeito, onde a realidade histórica e cultural é descrita pelo pesquisador de forma que tais descrições podem servir para prever ou controlar a realidade e através delas não que se pretenda alcançar a essência dos fenômenos, mas sim retirar soluções práticas além de que toda realidade é discutível. E por fim, a última tendência citada no texto, o Construcionismo, que novamente é retomado aquilo que fora proposto por Marx e Nietzche, tendo como fundadores Scheler e Mannheim, que foram os mais importantes a realizarem diversos trabalhos com a Sociologia. Esta teoria é contrária ao representacionismo (que prega que o pesquisador deve descrever a realidade tal como é). Considera que tanto o sujeito como objeto são construções históricas e sociais. O conhecimento, ao ser produzido, requer do pesquisador uma desconstrução, ou seja, o mesmo tem que abandonar suas crenças a medida que ele se percebe parte dela.
Abaixo segue algumas dicas sobre Resumo e Resenha, e com referências para que vocês possam tirar dúvidas.

Resenha - A resenha em si se constitui de comentários sobre o conteúdo de uma obra, onde esta é elaborada para fins de sua publicação/divulgação (atividade acadêmica). Para sua elaboração, são necessários alguns procedimentos básicos:

  • Antes de iniciar o texto, deve-se colocar a referência de forma destacada.
  • Após a referência, iniciar a Resenha com informações sobre o autor e a obra a ser descrita (época em que a mesma foi descrita), principais obras, além de se falar também sobre os objetivos principais do livro e a idéia central que é defendida nele;
  • Identificar os paradigmas defendidos pelo autor em todo o decorrer da obra;
  • Fazer a síntese de cada capítulo ou assunto (colocar as idéias centrais da obra, e o que foi entendido acerca da obra por quem esta escrevendo), fazendo ao mesmo tempo possíveis análises e reflexões com elementos contidos nele;
  • Criticar o livro (texto) e outros elementos contidos na obra, como publicação, bibliografia, organização do livro entre outros elementos contidos nele;
  • Concluir a Resenha com comentários próprios do escrito, fazendo análise da importância desta obra para a área a que se destina, como também as conseqüências dela (a relevância). A resenha deve-se ter entre 3 a 5 páginas.

Resumo - Tem como pretensão fornecer elementos que façam com que o leitor utiliza ora os textos originais (que foram destinados ao mesmo) ora textos complementares (para que se possa enriquecer o conteúdo do Resumo. Ao se elaborar um Resumo, tem que se estar atento a não necessariamente repetir as mesmas palavras do autor, mas sim se deter as idéias principais (o que o autor quis dizer com suas colocações). Sendo assim, há alguns tipos de Resumo, dentre eles:

  • Indicativo – Destacar as idéias principais do autor sem ser preciso entrar em detalhes;
  • Informativo – Apresentar as informações gerais do texto;
  • Indicativo/Informativo – Mistura-se elementos acima citados, destacando-se não só os pontos principais como também as informações gerais sobre o texto, de forma o leitor possa entender as informações de uma forma geral.

Para que o Resumo possa ter tais elementos, é necessário se levar em conta outros elementos que está relacionado ao corpo do mesmo, de forma que venha a fazer com que ele tenha entendimento, dentre eles o assunto que é tratado (o problema contido, a posição do autor frente a ele e seus argumentos), a estrutura lógica em si, constando os elementos introdução (problema), desenvolvimento (os argumentos) e conclusão (o que o autor traz sobre e os resultados).

Referências (para busca)
http://www.ucb.br/prg/comsocial/cceh/normas_organinfo_resumo.htm
http://www.dep.ufsc.br/pibic/Resumo_como_fazer.htm
http://www.pucrs.br/gpt/resenha.php
http://www.ucb.br/prg/comsocial/cceh/normas_organinfo_resumo_critico.htm

Ah, a Profa. Deise me mandou um e-mail com a mensagem abaixo:
Pessoal:uma colega psicóloga, Amanda da Costa da Silveira, está realizando doutorado na University of Central Florida, nos EUA e solicita a participação de sujeitos para a realização da etapa de coleta de dados de sua pesquisa. A pesquisa e' sobre Reflexividade (pensar sobre si, pensar sobre o mundo). Ela e' totalmente anônima. Quaisquer dúvidas, o contato com a pesquisadora pode ser realizado via email amandadacosta@gmail.com ou por telefone com a equipe de pesquisa do laboratorio no Brasil: 51 33085115 ou contato direto com Amanda, nos EUA: +1 407-325-2747. A coleta de dados é realizada a partir da resposta das questões disponibilizadas no link abaixo: http://www.ufrgs.br/museupsi/reflexividade.htm. Os sujeitos participantes tem que ser brasileiros e com idade acima de 18 anos.
Grata pela colaboração,Deise Francisco

Beijos, ótima semana a todos!

Hortência

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