sábado, 26 de setembro de 2009

Aula do dia 24/09

A aula do dia 24/09 girou em torno do filme “Ponto de Mutação” onde temas de extrema relevância eram levados em conta no mesmo. Sendo assim, pesquisei várias coisas a respeito do filme, mesclei o que estava contido e vários sites, e espero que possa contribuir para o entendimento de vocês.
Falando-se um pouco sobre o mesmo, o filme tem como personagens principais Jack (um político que mesmo sendo bem sucedido, perde as últimas eleições nos EUA para presidência); Thomas (Poeta,vivia em Nova York, mas acaba querendo deixa-la para viver no velho mundo, onde enfrentar a crise de seu casamento fracassado,seu insucesso na profissão e a crise da meia idade) e por fim Sônia (Física que era bem sucedida até descobrir que suas pesquisas com microlasers estavam sendo utilizadas no projeto americano Guerra nas Estrelas, ela decidiu isolar-se em um vilarejo francês para repensar a vida, além disto, tem sérias dificuldades de relacionamento com sua filha).
O início da História se dá no contato entre os amigos Thomas e este convida Jack para passar uma temporada na França. Eles acabam se encontrando com a Física Sônia na Igreja, mas que a trama se passa no Castelo de construção medieval, localizado no litoral noroeste, no alto do Mont Saint Michel, que fica entre a Normandia e Bretanha.
Dentre as discussões que são questionadas e abordadas pelos amigos a Física estão dois pontos cruciais: o pensamento mecanicista e o pensamento holístico (mesmo que sistêmico). Como defensor do pensamento mecanicista, tem-se Descartes, que defendia que a o cosmos deveria ser comparado a um relógio, e a natureza como uma máquina, que bastava apenas desmonta-los (as peças) para compreender o todo. Teve possíveis contribuições de Isaac Newton, que ao formular as três leis do movimento influenciou as artes, a política e a sociedade como um todo. Mas ainda assim, argumenta a Física, que conforme tais pensadores, a vida social é composta de fatos isolados, o que para ela não é isso que ocorre. Nesta ânsia (de entender o todo), não poupam o custo do sacrifício da vida, da existência, aplicada a uma parcela da humanidade presa pelas quatro paredes dos modelos econômicos mecanicistas, que independente do custo social, só pensam na validação econômica de suas teorias e negociações. Os sistemas existentes não encorajam a prevenção, só a intervenção, que não consideram que só construiremos um modelo de sucesso no presente, se estimularmos o futuro. Chega-se à dedução de que precisamos adotar o modelo de intervenção colocado como feminino, nutriente, construtor como contraponto do modelo masculino basicamente dominador.
O outro pensamento seria o pensamento holístico (sistêmico), que é este que a Física defende, onde seria a superação da visão mecanicista, além de ter como pressuposto o pensamento de que todas as partes devem ser estudadas, como também há uma interconexão (estudo cada parte até chegar na própria totalidade). Para o holismo, o mundo é como um quebra-cabeça, em que cada peça tem sua importante função a desempenhar e sem uma das peças, o jogo ficaria incompleto. Neste pensamento tem como principal objetivo a prevenção e preservação da vida, diferentemente do pensamento mecanicista, que está preocupado apenas com as intervenções (as coisas precisam acontecer para que se possa tomar possíveis providências). Fazemos parte de um todo, de uma teia inseparável de relações, cabendo a nós perceber o amanhã, sendo os responsáveis por nossas descobertas futuras, nossas ações seja ela contra nós mesmos ou com o meio que nos cerca, pois à medida que agimos, para o bem ou para o mal, isto terá conseqüências. Temos que entender e abrir nossos horizontes, não ficando estagnado nos processos, onde se tem controle, mas muitas vezes não se tem sua compreensão. Cabe dentro deste preceito teorizar sobre os sistemas vivos, onde temos o exemplo do homem que mirava uma árvore, mais do que caule, raízes, galhos e folhas, descobria vida, insetos, oxigênio, nutrientes, alimento, sombra, proteção, energia, uma síntese de integração.
“Nesta linha de pensamento, esta crise seria resolvida se as pessoas começassem a pensar que tudo está interligado e é interdependente. Seria sair de uma percepção individualista para uma percepção coletivista da vida. Como diz a personagem da cientista mais à frente, “os índios americanos pensavam nas conseqüências de suas ações até a sétima geração” e é este tipo de vivência responsável que é colocada no filme como solução para a reestruturação da sociedade moderna. Vale salientar que o filme faz uma crítica aberta não apenas ao modo de vida moderno, mas especificamente à sociedade ocidental, representada pelo american way of life. Todos os exemplos de um modo de vida viciado, mercantilista, individualista e cartesiano são atribuídos à sociedade americana”.

Referências
http://www.oolhodahistoria.ufba.br/artigos/resenha-ciencia-politica-ponto-mutacao-jose-renato-oliveira.pdf
http://www.rabisco.com.br/19/pontomutacao.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pensamento_sist%C3%AAmico

Atividade
Passei por e-mail o artigo que irá ser trabalhado nesta quinta-feira que vem, para que possam ler, pois haverá uma atividade neste dia (para que vocês possam relacionar o artigo ao filme).

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Aula do dia 17/09

A aula do dia 17/09, que ocorreu no laboratório de informática (CEDU), foi sobre o uso do Blog (que é da disciplina), além de que os alunos se cadastraram e puderam usar esta interface como forma de comunicação entre todos (além de que os mesmos devem utiliza-lo para postar atividades propostas em sala de aula).
O segundo momento da aula de O.T.A. foi exatamente sobre os diversos tipos de saberes existentes, onde no decorrer da aula, com auxílio da internet, os alunos iam pesquisando e aos poucos falando também.
Já que a última aula permeou sobre os tipos de conhecimento, segue abaixo um Resumo de um material que fora trabalhado no período passado pela professora que fui monitora, da mesma disciplina, que fala sobre o nascimento do conhecimento científico e abaixo segue uma das atividades que a profa Deise propôs aos alunos!

O NASCIMENTO DO SABER CIENTÍFICO

O saber científico do nada começou a ser utilizado, mesmo que povos pré-históricos não tivessem consciência do que isto futuramente viria a causar. Um bom exemplo disto, foi quando o homem se apropriou do fogo e através dessa apropriação, descobriu que poderia cozinhar comidas gostosas. Mas sendo dessa forma, como produzi-lo ou conserva-lo? Para que o homem pudesse sobreviver, ele diversas vezes teve que dispor de saberes (construir, reconstruir) de forma a buscar possíveis soluções.
Então, já que está se falando dos diversos tipos de saberes, será apresentado posteriormente os mesmos, desde sua construção até se chegar ao conhecimento científico de fato.
Os diversos tipos de saberes se dividem em Saberes Espontâneos e Saber Racional. Os Saberes Espontâneos são os tipos de saberes onde os indivíduos aprendem (ou aprenderam) conforme suas experiências pessoais, como por exemplo, uma criança, ao tocar no fogo aceso, se queimará e saberá que é quente. Nas segundas e terceiras tentativas, o fogo ainda queima, então a criança se remete a lógica que o fogo é quente, portanto não será bom para ela tentar tocar. Esses saberes espontâneos se subdividem-se em outros saberes: a Intuição (senso comum, tipo de saber que é construído assim que uma primeira compreensão vem a mente e não é um tipo de saber científico que precisa ser comprovado pela ciência); a Tradição (saberes historicamente acumulados, que são passados das gerações antigas as futuras e onde carrega consigo as crenças, mitos, conhecimentos voltado para a própria agricultura, entre outros) e por fim a Autoridade (um conjunto de regras que se estabelece como forma de proibir as pessoas e ao mesmo tempo, conscientizando-as, existindo nas Escolas, Igrejas, entre outros, de forma que deve ser seguido, caso contrário, haverá algum tipo de castigo ou punição).
No decorrer do tempo, foi se percebendo a fragilidade de tal saber, que era fundamentada apenas nas experiências dos indivíduos, então o desejo de saber e querer conhecer mais foi o que motivou a se dispor um tipo de conhecimento que pudesse ser metodicamente elaborado e verificado. É ai que surge o Saber Racional, e que há uma trajetória percorrida deste saber até chegar a ciência moderna. O Saber Racional é um tipo de saber onde este está baseado na razão. Foi com os gregos que se deu esse início, onde estes começaram a desconfiar das explicações dadas sobre como surgiu o universo, acreditando que a mente era capaz de produzir saberes apropriados. Foi com Aristóteles e Platão que se desenvolve a distinção entre sujeito e objeto, mostrando também que toda causa provoca conseqüências (eles se utilizam tanto do raciocínio indutivo como dedutivo), e também muito beneficiaram as ciências matemáticas. Os romanos preocupavam-se mais com a prática (agricultura, arquitetura e guerra) do que com a teoria, mostrando-se mais técnicos do que sábios.
Na Idade Média, ainda encontra-se a reflexão filosófica, mas desta vez dominada pela religião, tentando conciliar os Saberes Filosóficos aos Saberes Teológicos. A Teologia supera a Filosofia. No renascimento (época das artes) não há reconhecimento do Saber Científico, onde as bruxarias, superstições e magias servem para que possa se explicar o real e a alquimia prospera.
Partindo para o século XVII, devido ainda a preocupação dos filósofos em relação ao saber, neste século, passou a encarar um novo ponto de vista: o de observação empírica, onde primeiro o sujeito parte do real antes de interpreta-los e depois submete a experimentação. O pensamento científico começa a se consolidar e o saber agora é construído através da observação da realidade (empirismo) para que se possa colocar essa explicação a prova (experimentação). Entende-se então que a partir do surgimento de tais conceitos, subtende-se que o Saber Científico se baseia na observação, mensuração e experimentação, que vem a cruzar o empirismo e a especulação.
No século XIX desenvolve-se as ciências humanas, onde até então quem cuidava dos problemas que permeava na sociedade eram os filósofos e foi aqui que também surgiu o Positivismo, cujas características são: Empirismo (conhecimento parte dos sentidos, mas que antes disto as idéias são inatas); Objetividade (o pesquisador deve ser neutro perante seu objeto de pesquisa, não se deixando influenciar ou envolver); experimentação (o conhecimento leva a hipóteses e tais hipóteses a testes para que seja comprovada sua veracidade); validade (comprovação dos fatos observados) e Leis e previsão (um saber do domínio físico devem ter leis que o regem, onde tanto a natureza e os seres humanos estão submetidos).


Referência (Resumo)
LAVILLE, Christian e Jean DIONNE. 1999. “O Nascimento do Saber Científico”. In A Construção do Saber: manual de metodologia da pesquisa em Ciências Humanas. Porto Alegre: Artmed: 21-28.

Referências (Tipos de conhecimento)
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/conteudo/artigos_teses/FILOSOFIA/Artigos/diversos_tipos_conhecimento.pdf
http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/met02b.htm
http://www.noginfo.com.br/arquivos/MTA_Aula_02.pdf

Atividade

A profa. Deise pediu na aula passada que vocês pesquisassem os diversos tipos de saberes e conhecimentos existentes, para que fossem discutidos na próxima aula.

Beijos, boa semana e bom trabalho!

Hortência