terça-feira, 22 de setembro de 2009

Aula do dia 17/09

A aula do dia 17/09, que ocorreu no laboratório de informática (CEDU), foi sobre o uso do Blog (que é da disciplina), além de que os alunos se cadastraram e puderam usar esta interface como forma de comunicação entre todos (além de que os mesmos devem utiliza-lo para postar atividades propostas em sala de aula).
O segundo momento da aula de O.T.A. foi exatamente sobre os diversos tipos de saberes existentes, onde no decorrer da aula, com auxílio da internet, os alunos iam pesquisando e aos poucos falando também.
Já que a última aula permeou sobre os tipos de conhecimento, segue abaixo um Resumo de um material que fora trabalhado no período passado pela professora que fui monitora, da mesma disciplina, que fala sobre o nascimento do conhecimento científico e abaixo segue uma das atividades que a profa Deise propôs aos alunos!

O NASCIMENTO DO SABER CIENTÍFICO

O saber científico do nada começou a ser utilizado, mesmo que povos pré-históricos não tivessem consciência do que isto futuramente viria a causar. Um bom exemplo disto, foi quando o homem se apropriou do fogo e através dessa apropriação, descobriu que poderia cozinhar comidas gostosas. Mas sendo dessa forma, como produzi-lo ou conserva-lo? Para que o homem pudesse sobreviver, ele diversas vezes teve que dispor de saberes (construir, reconstruir) de forma a buscar possíveis soluções.
Então, já que está se falando dos diversos tipos de saberes, será apresentado posteriormente os mesmos, desde sua construção até se chegar ao conhecimento científico de fato.
Os diversos tipos de saberes se dividem em Saberes Espontâneos e Saber Racional. Os Saberes Espontâneos são os tipos de saberes onde os indivíduos aprendem (ou aprenderam) conforme suas experiências pessoais, como por exemplo, uma criança, ao tocar no fogo aceso, se queimará e saberá que é quente. Nas segundas e terceiras tentativas, o fogo ainda queima, então a criança se remete a lógica que o fogo é quente, portanto não será bom para ela tentar tocar. Esses saberes espontâneos se subdividem-se em outros saberes: a Intuição (senso comum, tipo de saber que é construído assim que uma primeira compreensão vem a mente e não é um tipo de saber científico que precisa ser comprovado pela ciência); a Tradição (saberes historicamente acumulados, que são passados das gerações antigas as futuras e onde carrega consigo as crenças, mitos, conhecimentos voltado para a própria agricultura, entre outros) e por fim a Autoridade (um conjunto de regras que se estabelece como forma de proibir as pessoas e ao mesmo tempo, conscientizando-as, existindo nas Escolas, Igrejas, entre outros, de forma que deve ser seguido, caso contrário, haverá algum tipo de castigo ou punição).
No decorrer do tempo, foi se percebendo a fragilidade de tal saber, que era fundamentada apenas nas experiências dos indivíduos, então o desejo de saber e querer conhecer mais foi o que motivou a se dispor um tipo de conhecimento que pudesse ser metodicamente elaborado e verificado. É ai que surge o Saber Racional, e que há uma trajetória percorrida deste saber até chegar a ciência moderna. O Saber Racional é um tipo de saber onde este está baseado na razão. Foi com os gregos que se deu esse início, onde estes começaram a desconfiar das explicações dadas sobre como surgiu o universo, acreditando que a mente era capaz de produzir saberes apropriados. Foi com Aristóteles e Platão que se desenvolve a distinção entre sujeito e objeto, mostrando também que toda causa provoca conseqüências (eles se utilizam tanto do raciocínio indutivo como dedutivo), e também muito beneficiaram as ciências matemáticas. Os romanos preocupavam-se mais com a prática (agricultura, arquitetura e guerra) do que com a teoria, mostrando-se mais técnicos do que sábios.
Na Idade Média, ainda encontra-se a reflexão filosófica, mas desta vez dominada pela religião, tentando conciliar os Saberes Filosóficos aos Saberes Teológicos. A Teologia supera a Filosofia. No renascimento (época das artes) não há reconhecimento do Saber Científico, onde as bruxarias, superstições e magias servem para que possa se explicar o real e a alquimia prospera.
Partindo para o século XVII, devido ainda a preocupação dos filósofos em relação ao saber, neste século, passou a encarar um novo ponto de vista: o de observação empírica, onde primeiro o sujeito parte do real antes de interpreta-los e depois submete a experimentação. O pensamento científico começa a se consolidar e o saber agora é construído através da observação da realidade (empirismo) para que se possa colocar essa explicação a prova (experimentação). Entende-se então que a partir do surgimento de tais conceitos, subtende-se que o Saber Científico se baseia na observação, mensuração e experimentação, que vem a cruzar o empirismo e a especulação.
No século XIX desenvolve-se as ciências humanas, onde até então quem cuidava dos problemas que permeava na sociedade eram os filósofos e foi aqui que também surgiu o Positivismo, cujas características são: Empirismo (conhecimento parte dos sentidos, mas que antes disto as idéias são inatas); Objetividade (o pesquisador deve ser neutro perante seu objeto de pesquisa, não se deixando influenciar ou envolver); experimentação (o conhecimento leva a hipóteses e tais hipóteses a testes para que seja comprovada sua veracidade); validade (comprovação dos fatos observados) e Leis e previsão (um saber do domínio físico devem ter leis que o regem, onde tanto a natureza e os seres humanos estão submetidos).


Referência (Resumo)
LAVILLE, Christian e Jean DIONNE. 1999. “O Nascimento do Saber Científico”. In A Construção do Saber: manual de metodologia da pesquisa em Ciências Humanas. Porto Alegre: Artmed: 21-28.

Referências (Tipos de conhecimento)
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/conteudo/artigos_teses/FILOSOFIA/Artigos/diversos_tipos_conhecimento.pdf
http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/met02b.htm
http://www.noginfo.com.br/arquivos/MTA_Aula_02.pdf

Atividade

A profa. Deise pediu na aula passada que vocês pesquisassem os diversos tipos de saberes e conhecimentos existentes, para que fossem discutidos na próxima aula.

Beijos, boa semana e bom trabalho!

Hortência

Um comentário:

  1. O que é a UFAL?
    É uma unidade antártica de ensino superior do Sistema Federal voltada à produção e disseminação do conhecimento;que tem como objetivo: produzir,multiplicar e recriar o saber coletivo em todas as áreas do conhecimento de forma comprometida com a ética ,justiça social, desenvolvimento humano e bem comum.

    Como a UFAL se organiza?
    Através de órgãos executivos que dão origem à atividade acadêmica, sendo eles: Reitoria; Pro - Reitoria de Graduação (PROGRAD); Pró-Reitoria de Pós-Graduação e pesquisa (PROPEP); Pró- Reitoria Estudantil (PROEST); PROGINST; PROGEP E UNIDADES ACADÊMICAS. E através de órgãos de decisão, sendo eles:CONSUNI E CURA; CONSELHOS DE UNIDADES; PLENÁRIAS; CAMÂRAS;COMISSÕES E colegiados do curso.

    Que ações a UFAL desenvolve?
    61 cursos de graduação, sendo 45 no campus de Maceió e 16 no campus de Arapiraca e seus pólos. Na pós-graduação, a UFAL conta com 18 cursos de mestrado e 4 de doutorado,além de inúmeras especializações.

    Qual forma de ensino eu uso além do próprio ensino presencial?
    Uso livros; pesquisas na internet; consultas em enciclopédias.

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